lunes, 17 de febrero de 2014

Especial: VI Congreso MST de Brasil: 30 años de construcción de poder popular ( EN CRECIMIENTO)


lutarBrasilia, 11 febrero /Resumen Latinoamericano / Prensa Latina.-  Más de 15 mil representantes del campo de 23 estados brasileños asisten este lunes al VI Congreso Nacional del Movimiento de Trabajadores Sin Tierra (MST) que analizará las vías para intensificar la luchar por una Reforma Agraria.

Nos reunimos para conmemorar 30 años de permanente lucha, para discutir y hacer una evaluación crítica de la situación actual del MST, trazar nuevas formas de lucha por la tierra, la reforma agraria y el cambio social, destacó Alexandre Concepsao, uno de los coordinadores de esta agrupación.


Este será un momento de reafirmar un nuevo programa agrícola popular, que cuida la tierra, la naturaleza y ofrece productos sanos, sin uso de fertilizantes tóxicos, aseveró.


Tras la apertura de esta primera jornada, realizada en el gimnasio Nilson Nelson, de esta capital, los participantes se reunieron en comisiones para analizar el rol político de las ocupaciones de terrenos ociosos, la participación de las mujeres y los jóvenes en este combate, así como las vías para reclamar una aceleración del proceso de Reforma Agraria.


Para el miércoles está prevista una gran marcha en defensa de la entrega de tierras a campesinos y en la noche se celebrará una gran fiesta para celebrar el 30 aniversario del MST.


El programa incluye el jueves un acto político por la Reforma Agraria, con la participación de líderes de movimientos sociales, intelectuales y dirigentes de partidos políticos de la izquierda brasileña.

Monumento dedicado al MST


Se espera la participación de los gobernadores de los estados de Río Grande do Sul, Tarso Genro, y de Amapá, Camilo Capiberibe, el presidente nacional del Partido de los Trabajadores (PT), organización está última que cumplió este lunes 34 años de fundada.


El cónclave, que concluirá el viernes venidero, cuenta además con la presencia de 264 delegados extranjeros de organizaciones políticas y  campesinas de Venezuela, Bolivia, Perú, Palestina y Cuba.


La ocasión es aprovechada además por campesinos del MST para mostrar y comercializar los alimentos producidos en terrenos entregados en los recientes 10 años por el gobierno federal.

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Stedile: El gran desafío para la Reforma Agraria es democratizar el Estado y cambiar la política

11 de febrero de 2014

Por Rafael Soriano

Após dois anos de intensos debates, os trabalhadores rurais chegaram ao VI Congresso Nacional do MST para consolidar seu novo programa agrário, que é chamado de Reforma Agrária Popular.


Em diálogo na manhã desta terça-feira (11/02), João Pedro Stédile, da Coordenação Nacional do Movimento, e Guilherme Delgado, doutor em economia (Unicamp), ajudaram a aprofundar o tema.


“Não fizemos e nem acontecerá a Reforma Agrária clássica”, esclarece João Pedro Stédile, se referindo ao modelo de reforma agrária realizado pelos países capitalistas desde o século XIX, como Alemanha e Estados Unidos, sob direção política da burguesia industrial, que precisava ampliar mercados consumidores e o fornecimento de matérias-primas para indústria.

“O melhor exemplo que temos na história recente do país, foi a iniciativa de Reforma Agrária proposta por Celso Furtado, que conhecia bem a realidade do Nordeste. Essa proposta previa a desapropriação de todas as fazendas acima de 500 ha. Teria sido uma revolução, porém parte da burguesia não aceitou e, se aliando ao império, nos impôs uma ditadura violenta de mais de vinte anos”, disse o dirigente do movimento.


Assim, a Reforma Agrária Popular se remete à divisão das terras, o fim do latifúndio, aliada, contudo, à superação do modelo de produção e de relação com a natureza difundido pelo agronegócio.


O modelo do agronegócio, dentro do atual estágio de desenvolvimento do capitalismo no campo em nível global, é responsável por direcionar o uso majoritário das terras cultiváveis no país para a produção de commodities (bens agrícolas exportáveis, com cotação nas bolsas de valores).


“Não podemos pegar a terra e imitar os fazendeiros em seu modelo, arrendar terra, colocar peão pra trabalhar”, afirma Stédile.

O MST defende que se desenvolvam técnicas de produção no sentido da transição agroecológica, que incorpore a mão-de-obra camponesa e com capacidade para produzir sem agrotóxicos.


Outros pilares deste novo programa são a incorporação da proteção às sementes e à natureza em geral, com um amplo programa de reflorestamento em áreas de assentamentos; a criação de agroindústrias sob controle cooperado dos trabalhadores, garantindo também aumento de renda através da comercialização de produtos beneficiados


Segundo ele, é necessário lutar por avanços sociais como o direito à educação no campo, construção de infra-estruturas sociais, atenção de saúde e outros avanços que melhorem a vida das famílias camponesas.


Desafios para a luta pela terra

Segundo o pesquisador Guilherme Delgado, doutor em economia pela Universidade de Campinas (Unicamp), a reforma agrária ao longo da  história foi proposta como resposta a questões agrárias geradas pelo regime de propriedade, posse e uso das terras, em certos países.


Assim, a democratização da terra caracterizava-se por incidir nessas relações, alterando a estrutura fundiária, com distribuição de terras antes concentradas, com vistas à igualdade.


“A questão agrária que gerou as contradições que levaram à criação do MST foi reprimida durante os vinte anos de ditadura Civil-Militar e desaguaram na Constituição de 1988”, analisa Delgado.


Ele credita ao movimento camponês o mérito de conseguir colocar temas progressistas na Carta Magna. “A Constituição é, na verdade, um desenho arquitetônico e a montagem de um alicerce, porque quem faz a Reforma Agrária posteriormente é a luta política”, afirma


“O processo político, a hegemonia política, que se instaura na sociedade e Estado, vai tornar aquele desenho do regime fundiário uma realidade. O que temos de pós Constituinte é um processo completamente antagônico, negativo, contrário ao regime fundiário instituído pela Constituição de 88”, indica Delgado, em relação à perda contínua de direitos e desregulamentações legais em curso capitaneados pelo  Congresso.


Indagando sobre a viabilidade de uma guinada da luta em direção à concretização da Reforma Agrária Popular, Stédile complementa pontuando os principais desafios colocados ao Movimento.


Entre os desafios, ele apresenta a construção de alianças entre os trabalhadores rurais, independente de sua forma de organização; bem como aprimorar a aliança com os setores urbanos, que concentram a maior parte da população.


“Precisamos acumular forças nas áreas já conquistadas e ir colocando em prática essas ideias de mudanças. Temos que aprimorar as lutas de massas, de modo que o inimigo passe a temer nossa ação, por isso nossa força está na capacidade de fazer lutas de massas”, afirma Stedile.


“Numa perspectiva mais geral, com as lutas nos engajarmos nas reivindicações pela democratização do Estado, como se apresenta atualmente a luta pela mudança nas regras políticas, e, com isso, continuar acumulando forças para produzir governos populares que tenham condições de realizar as mudanças necessárias”, finaliza Stedile.


La misma bandera por otras vías

La agenda política del MST brasileño para su 6º Congreso Nacional


La presentación de una propuesta de “reforma agraria popular”, centrada en la expropiación de tierras a los latifundistas, la producción de alimentos de forma agroecológica y la protección del medio ambiente, será uno de los puntos más destacados del 6º Congreso Nacional del Movimiento de Trabajadores Rurales Sin Tierra de Brasil (MST), que se hará del 10 al 14 de febrero en Brasilia, capital del país.


“Con esta coyuntura del agronegocio, de las transnacionales, del poder mediático, nosotros no conseguiremos hacer la reforma agraria clásica. (…) La consigna que nos orientará para la lucha de los próximos cinco años es ’Luchar, construir reforma agraria popular’”, dijo a Radio Mundo Real el dirigente campesino Alexandre Conceição, de la Coordinación Nacional del MST.


Conceição explicó que el congreso de mediados de febrero será “una celebración”, luego de un trabajo de dos años en que toda la base del  MST, los asentamientos, campamentos, y diversos sectores del movimiento, han debatido las líneas políticas que van a guiar su trabajo futuro. “Ya tenemos todo acordado”, dijo nuestro entrevistado, el congreso será la hora del festejo por estos dos años de debates, explicó. Se espera la llegada de más de 15 000 delegados de las diversas regiones de Brasil y más de 200 internacionales.


Entre los puntos de la agenda política a tratar, el de la reforma agraria se destaca. Conceição subrayó la necesidad de expropiar los latifundios para la producción de alimentos con base en la agroecología y de forma sustentable.


El dirigente explicó que el gobierno nacional de la presidenta Dilma Rousseff ha sido el peor para la reforma agraria desde la salida de la Dictadura, que azotó al país de 1964 a 1985. Aclaró que no es que los gobiernos del Partido de los Trabajadores (PT, que tuvieron a Luiz Inácio “Lula” da Silva y luego a Rousseff como presidentes) no hayan tenido compromiso con los sin tierra, sino que la correlación de fuerzas a la interna del gobierno “hace imposible que ellos hagan la reforma agraria”.


“Por lo tanto, la reforma agraria será una tarea de todos los sin tierra de Brasil, que tendrán que ocupar todavía más latifundios y tener otras herramientas de lucha como la destrucción de plantaciones transgénicas”, consideró Conceição. Habrá reforma agraria “cuando se consiga hacer una gran transformación social, que es la lucha por el socialismo”, añadió.


El integrante de la Coordinación Nacional del MST lamentó que el gobierno prefiera hacer sus alianzas con el capital internacional, con el agronegocio, “con la producción de comida con uso de venenos”. En ese sentido, informó que Brasil ya es “bicampeón mundial” en la utilización de agrotóxicos en la agricultura.


Algunos de los otros lineamientos políticos resueltos y que serán anunciados en el 6º Congreso Nacional del MST son la lucha contra el agronegocio, la crítica al “Estado brasileño burgués, que está todo el tiempo intentando criminalizar a los movimientos sociales y la protesta”, y especialmente la crítica al gobierno de Rousseff, que ha trancado la reforma agraria “por no expropiar tierras”.


Sobre la criminalización de los movimientos sociales y sus luchas, Conceição responsabilizó especialmente al Poder Judicial y al Legislativo. Hay un fuerte cuestionamiento al Poder Judicial por parte del MST. El movimiento sin tierra brasileño advierte que ese Poder no  actúa contra los latifundistas, contra sus abusos del medio ambiente, contra el trabajo esclavo que muchas veces se ha detectado en esas enormes estancias, contra los asesinos de los sin tierra, pero sí persigue a los campesinos en lucha, los criminaliza inclusive mediante el uso de la fuerza militar.


“El Ejecutivo, donde está la presidente Dilma, no criminaliza, pero tampoco implementa las políticas de avance para la reforma agraria e incluso abre espacios para esa criminalización”, explicó el representante de la Coordinación Nacional del MST.


“Una verdadera reforma agraria se hace cuando se destruye la perversa concentración de tierras que tenemos en Brasil. Con este gobierno hay más concentración por el avance del agronegocio con el capital internacional en nuestra agricultura”, lamentó también Conceição.


VI Congreso del MST: Conquistas y desafíos

En clima de celebración y reflexiones comenzó hoy el VI Congreso del MST

Unos 16 mil delegados del Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST) de 24 estados de Brasil, inauguraron hoy (10 de febrero) el VI Congreso del movimiento, en el gimnasio Nilson Nelson de la capital del país, Brasilia. Allí se encuentran para “hacer un balance político crítico del MST, de lo que se construyó, de lo que se conquistó y también proyectar los desafíos que tendremos para el próximo período”, según explicó Marina dos Santos, de la Coordinación Nacional del MST, en entrevista para Radio Mundo Real, realizada por Viviana Rojas del equipo de comunicación de La Vía Campesina Internacional.


Además del debate concreto referente al movimiento campesino brasileño y latinoamericano, Marina señala en la entrevista, que también constituye un objetivo para este VI congreso el plantear un debate político con los movimientos sociales en general, que permita englobar a la clase trabajadora como un todo.


En este recorrido de 30 años del MST, los logros han sido muchos indica Marina, sin embargo quiso destacar algunos de lo que considera más importantes. El primero de ellos, tiene que ver con una de sus principales identidades, la tierra: “tenemos aproximadamente unas 350 mil familias asentadas, que conquistaron la tierra (…) Estos asentamientos están distribuidos en cerca de 1200 municipios y suman un total de 8 millones de hectáreas”. Por otra parte, prosiguió “somos unas 90 mil familias acampadas, distribuidas en unos 700 campamentos en los 24 estados en donde estamos organizados”.


La cuestión educativa y formativa también es uno de los grandes logros que destaca la militante campesina: “el proceso de educación en el MST siempre fue una prioridad, desde la educación inicial hasta la universidad, además del proceso de alfabetización de los jóvenes adultos. Hoy en día, tenemos a cinco mil jóvenes que están en las universidades, haciendo diversos cursos como: pedagogía, agronomía, economía, comunicación, trabajo social, derecho. Tenemos cerca de cien estudiantes cursando medicina e historia del arte en Cuba. Esto tiene para nosotros un nivel de importancia muy grande”.


Dentro de este proceso de formación se destaca la creación y consolidación de la Escuela Nacional Florestan Fernandes, referencia de formación de militantes, para cursos en propia sede (ubicada en el estado de São Paulo), pero también en otros estados de Brasil, y a nivel  de América Latina.


La participación de las mujeres en el movimiento es otro de los puntos considerados como conquistas por el movimiento: “logramos tener un proceso de formación, de capacitación de las mujeres que se refleja en una participación igualitaria desde las bases hasta la dirección nacional”.


Sobre el Congreso en sí, Marina contó que además de los debates y reflexiones colectivas que se estarán dando hasta el viernes 14, está organizada la “ciranda” infantil, espacio donde se encuentran cerca de 1000 “sem terrinhas”, hijos e hijas de los campamentos y asentamientos, que cuenta con una dinámica y agenda propias. El miércoles junto a otros movimientos se realizará además una gran marcha por la ciudad de Brasilia. Por último, en las afueras del gimnasio se encuentra instalada la Feria Nacional de la Reforma Agraria, en donde los asentados están compartiendo los alimentos producidos “sin venenos” en las distintas localidades del país.


Proyecto de cambios

Un panorama del segundo día de actividades del VI Congreso del MST

La Reforma Agraria Popular, principal consigna del presente congreso del Movimiento de Trabajadores Sin Tierra (MST) de Brasil, fue debatida específicamente esta mañana en el VI Congreso del movimiento, junto a otras organizaciones y movimientos del campo brasileño y de La Vía Campesina Internacional. Para la programación del día de hoy, el congreso contó además con los testimonios de comunidades indígenas guaraníes y “quilombolas” (descendientes de esclavos libres), y una mesa sobre “participación de las mujeres en la construcción de un proyecto de cambios”.


En entrevista con Radio Mundo Real, uno de los voceros del movimiento, José “Zé” Roberto Alves, contó que el debate de la mañana fue fructífero y que denunció “el modelo del agronegocio, de las grandes empresas transnacionales y del capital financiero (…) que cada año viene concentrando más tierras, más minerales y más riquezas de nuestros pueblos, y que expulsa y destruye las comunidades nativas y la población campesina”.


Con respecto a los próximos días de encuentro el militante campesino contó sobre el debate que tendrá lugar en la mañana del miércoles 12, bajo la pregunta “¿Cuáles son los desafíos de la clase trabajadora brasileña?”. El debate contará con la presencia de representantes de la Central Única de Trabajadores (CUT) y Força Sindical, dos de las principales centrales sindicales del país.


La gran movilización de este congreso ocurrirá en la tarde de ese mismo día. La marcha, que recorrerá las calles de la capital brasileña, Brasilia, tiene como objetivo “denunciar ante los tres poderes (ejecutivo, judicial y legislativo), la falta de políticas agrarias para el campo brasileño; denunciar que el gobierno brasileño optó por un proyecto del capital en la agricultura, despreciando la reforma agraria y la pequeña agricultura”. Pequeña agricultura que, según informa Zé Roberto, es la responsable de producir el 75 % de los alimentos “que llegan a la mesa del pueblo brasileño”. Además de ser la que más genera empleos en el medio rural, agrega el militante.


Por último, consultamos a Zé Roberto sobre la organización y logística de este gran encuentro que organiza el MST, que cuenta con la participación de unas 16 mil personas de casi todo el país: “tenemos toda una estructura con más de 20 equipos de trabajo, además de los equipos regionales, con distintas cocinas y espacios en donde se vive un clima muy festivo”. Pero además de este clima, Zé afirma que este  importante espacio del movimiento está preparando a “compañeros y compañeras para que enfrenten los desafíos al regresar del congreso, con la firme voluntad de luchar, de construir un proyecto de reforma agraria popular.


El MST acusa a Rousseff de ser “rehén” de los grandes capitales

Brasilia, 10 feb – El Movimiento de los Sin Tierra (MST) de Brasil inauguró hoy su sexto Congreso Nacional en Brasilia y afirmó que el Gobierno de la presidenta Dilma Rousseff tiene “paralizada” la reforma agraria pues es “rehén” de los grandes capitales.

“Cada año retroceden los planes de reforma agraria” debido a un “bloqueo político y económico” promovido por “trasnacionales, bancos, medios de comunicación” y “una alianza de Gobierno” que ha hecho “rehén” a la presidenta Rousseff, declaró en rueda de prensa Diego Moreira, miembro de la dirección nacional del MST.


Según Moreira, Rousseff ha dado prioridad en su variopinta coalición de Gobierno a sectores de derechas aliados a los “grandes capitales”, que se oponen a la reforma agraria y a “democratizar” la propiedad de la tierra.

Esa “alianza” también cuenta con “ramificaciones” en el Congreso nacional, en el que está encarnada por parlamentarios de la base oficialista que también se han plegado a los “latifundistas” y a las grandes empresas del sector agropecuario, denunció el activista.

Moreira reiteró que el MST, en su condición de movimiento social, no pretende participar activamente en la campaña para las elecciones presidenciales de octubre próximo, en las que se prevé que Rousseff aspirará a un segundo mandato consecutivo.
“El proceso de movilizaciones populares es independiente de todo Gobierno” y el MST “no tiene candidatos”, sostuvo Moreira.

Sin embargo, Marina dos Santos, también miembro de la dirección nacional del MST, dijo en la misma rueda de prensa que la militancia de ese movimiento campesino “votará por los candidatos ajenos a los proyectos neoliberales”, entre los cuales no encuadró a Rousseff.

Aún así, Dos Santos subrayó que el Gobierno de Rousseff mantiene “paralizada” la reforma agraria y precisó que, al día de hoy, hay unas 150.000 familias de campesinos acampados en todo el país, a la espera de que les sean otorgadas tierras para cultivar.

“En 2013, solamente fueron asentadas 7.724 familias”, aseguró la activista.

El sexto Congreso Nacional ha congregado en Brasilia a cerca de 16.000 delegados procedentes de todo el país,
que hasta el próximo viernes discutirán un proyecto de “Reforma Agraria Popular” que el MST promoverá a partir de este mismo año.

Moreira explicó que las bases de ese proyecto, que será volcado en el documento central del congreso, contemplarán la necesidad de impulsar la expropiación de tierras que grandes hacendados mantienen ociosas, a fin de incluirlas en los planes de reforma agraria.

Según el activista, el MST se propone “presionar” también al Poder Judicial, a fin de que sean acelerados “unos 1.200 procesos de expropiación de tierras” que, de acuerdo al movimiento campesino, están atascados en los tribunales “desde hace años”.

El proyecto de “Reforma Agraria Popular” también exigirá que los campesinos tengan “mayor acceso a los recursos naturales”, que se “modifique la matriz tecnológica del campo” a fin de prohibir el uso de pesticidas tóxicos, y se apoye desde el Gobierno la producción de alimentos orgánicos.

La mayoría de las conferencias del Congreso Nacional del MST será a puerta cerrada, pero el próximo miércoles los campesinos ocuparán las principales avenidas de Brasilia y marcharán hasta la sede del Gobierno para “poner sus propuestas en la calle”, dijo Moreira.
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Juventude do MST define lutas para o próximo período

11 de fevereiro de 2014

Por Geanini Hackbardt
Da Página do MST

Fotos: Oliver Kornblihtt

O desafio de serem filhos e filhas do maior movimento organizado da América Latina. O orgulho e a responsabilidade de serem herdeiros de 30 anos de luta e resistência.


A vontade de seguir os passos destes pés calejados que romperam cercas e conquistaram chão. E ainda, avançar na produção e na auto organização nas áreas de acampamentos e assentamentos do MST.


A III Assembleia Nacional da Juventude do MST, realizada nesta segunda-feira (10/02) durante o VI Congresso do MST, começou com poesia, música, teatro e todo o vigor característico dos jovens de luta.


O tom político veio em seguida, com os temas citados acima e as falas de movimentos parceiros. Hellen Lima, do Levante Popular da Juventude, reafirmou a necessidade de ter força, ânimo e disciplina no próximo período.


“A juventude mostrou que não esta satisfeita com esse modelo que o capital está nos impondo, um modelo de morte. Precisamos avançar nas reformas estruturais e avançar no nosso projeto de vida. É preciso agarrar o presente e segurar a nossa história para colocar a transformação que a gente quer na ordem do dia.”


Outros movimentos manifestaram o sentimento de unidade, como posiciona Alfredo, Secretário Nacional da Juventude da CUT. “Para nós da CUT é muito claro que não há uma divisão entre o movimento rural e o urbano.


Nós, juntos, compomos a classe trabalhadora e juntos, enquanto classe, vamos alcançar a transformação verdadeira.” Também estiveram presentes, Cleitinho, da Pastoral da Juventude Rural e Virgínia Barros, Presidente da União Nacional dos Estudantes.


Em seguida foram levantadas questões para reflexão coletiva. “O que a nossa geração, a nossa juventude, o que nós estamos dispostos a construir? E a juventude Sem Terra vai ser um sujeito político de luta ou vai ser mais uma página virada da história?”, indagou Thaile Lopes,  coordenadora da Plenária.


Miguel Stédile, da coordenação nacional do MST, reiterou as perguntas. “Companheiros, eu tive o privilégio de estar aqui na marcha de 1997, quando o MST chegou à capital com 100 mil pessoas, em marcha, com tamanha organicidade que o exército afirmou que não seria capaz de fazer igual, movendo uma cidade por dia. A direção nacional não está aqui para dizer a vocês o que fazer. A direção nacional está aqui para ouvir de vocês o que irão construir.”

Como resposta foi apresentado o Manifesto da Juventude Sem Terra na luta pela Reforma Agrária Popular, no qual estão contidos os compromissos de lutar com intransigência contra os inimigos da classe, seguir fazendo luta de massa e organizando coletivamente o MST e construir unidade política na esquerda.


A assembleia encerrou com um juramento coletivo, no qual todos os jovens afirmaram: “Nos comprometemos a não recuar nem um centímetro da decisão de lutar!”.

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Cerca de 1.000 niños y niñas lanzan CD dos Sem Terrinha en el 6° Congreso

Por Alan Tygel
Da Página do MST
11 de fevereiro de 2014

As crianças também têm sua vez no 6° Congresso Nacional do MST. Assim como acontece em todas as atividades realizadas pelo Movimento, foi organizada a Ciranda Infantil Paulo Freire durante o Congresso, onde cerca de 1000 Sem Terrinha passam o dia, enquanto seus pais participam das atividades. Nesta terça-feira (11/02), às 14h, a Ciranda faz sua abertura oficial, comemorando os 30 anos do MST e lançando o novo CD dos Sem Terrinha.


Elisângela Carvalho, coordenadora da Ciranda Infantil, explica que a organização da atividade começou ainda em outubro de 2013. “Fizemos uma oficina nacional que construiu o planejamento destes cinco dias de Ciranda. Além disso, cada educador que participou desta oficina realizou uma formação em seu estado.”


Assim foi composta a equipe de 150 educadores e educadoras que trabalham no Congresso, junto com equipes de saúde, cozinha, limpeza, rádio e cultura. “Todo o trabalho é feito em conjunto com outros setores”, diz Elisângela.


Desde o dia 01/02, uma equipe de educadores já está em Brasília preparando a Ciranda. Divididas por faixas etárias, que vão de 0 a 12 anos, há atividades específicas preparadas para todas, sempre permeando o tema do congresso – Lutar, Construir Reforma Agrária Popular! – e os 30 anos do MST.


Fechamento de escolas “Hoje passamos o dia preparando a nossa festa dos 30 anos do Movimento. Nesta ocasião, também iremos lançar o novo CD dos Sem Terrinha. Durante a festa, vamos cantar as músicas, fazer oficinas de bonecos, de palhaços e muitas outras”, conta Elisângela. “Os Sem Terrinha de 7 a 14 estão focados em atividades de agitação e propaganda.”


A coordenadora da Ciranda Infantil afirma que o tema principal de luta das crianças é a denúncia do fechamento e sucateamento das escolas rurais no Brasil. Nos últimos 10 anos, foram fechadas 24 mil escolas do campo, muitas vezes substituídas por ônibus que levam as crianças para escolas urbanas. A solidariedade internacional também será um foco do espaço. “Estamos pensando em atividades de apoio aos Cinco Cubanos e às crianças palestinas.”


Elisângela finaliza explicando o motivo de tanto cuidado com Ciranda: “Não são só crianças, são crianças do MST. Elas brincam, choram, e  trabalham sua consciência política desde cedo. É lutar brincando, de forma organizada. É preciso ter intencionalidade pedagógica.”

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Tres décadas de construcción de poder popular

La evolución del MST y los desafíos actuales de cara a su VI Congreso


El Movimiento de Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST) de Brasil llega a su VI Congreso cumpliendo 30 años de existencia, y constituido sin duda, como uno de los principales movimientos sociales a nivel mundial. Por el contexto político y económico del Brasil actual, las luchas que encabeza enfrentan importantes desafíos. Por estos motivos, el presente congreso será un espacio de debates, de intercambios, de reafirmación de consignas históricas pero también de celebración. Es lo que afirma en entrevista con Radio Mundo Real, Kelli Mafor, integrante de la coordinación nacional del movimiento y del sector de género del mismo.


“A lo largo de estos 30 años fuimos construyendo una organización que tuvo como banderas principales la reforma agraria, la tierra y la transformación de la sociedad”, comienza contando Kelli. Pero la realidad de las estructuras de poder del medio rural brasileño, prosigue la militante, ha tenido una gran transformación en función de “una articulación, una alianza entre los grandes latifundistas, las grandes empresas y el capital transnacional, el capital financiero, los bancos y la prensa”.


Esto ha hecho que las consignas también se deban reactualizar. De ahí la importancia que el movimiento le está dando a la bandera de la reforma agraria popular, diferenciándola de la clásica, donde la cuestión agroalimentaria seguía priorizando los intereses mercantiles y del capital.


En esta evolución de las luchas del campesinado brasileño, el papel de las mujeres es insoslayable. Según Kelli, en la visión del movimiento  la cuestión de género y la lucha feminista deben estar acompañadas de las temáticas vinculadas a los cambios estructurales. De este modo, explica que como parte de ese entendimiento, las acciones de las mujeres, no sólo del MST sino de La Vía Campesina Brasil, están muchas veces dirigidas a empresas transnacionales. En este sentido, recordó la importancia de la acción en 2006 de las mujeres contra la empresa Aracruz Celulose, para denunciar el avance del llamado modelo de los desiertos verdes, a través de la producción de monocultivos de árboles, pero también para “marcar la diferencia fundamental entre el proyecto del movimiento sin tierra y la lucha por reforma agraria y por otro el proyecto del agronegocio y los monocultivos”.


Esto es parte de lo que se entiende son las luchas enmarcadas en un feminismo campesino y popular. Según explica la militante brasileña, “la práctica de este feminismo está presente en las luchas contra el agronegocio, las empresas transnacionales, la minería, y también en la organización de las mujeres del punto de vista de los proyectos productivos, de la autonomía económica de las mujeres, y de su auto-organización”.


Con respecto al VI Congreso del MST, señaló su singularidad por diversos motivos, ya que además de realizarse en momentos de celebración de sus tres décadas de existencia, hay en la actualidad brasileña varios desafíos según explica: “la reforma agraria está prácticamente saliendo de la agenda política en Brasil. Entonces estamos en plena lucha para resignificar la reforma agraria, y que tenga un sentido no sólo para nosotras que luchamos por la tierra, sino también para los pueblos que están siendo envenenados por los alimentos del agronegocio, afectados por los cultivos de semillas transgénicas y la depredación de los recursos naturales”.

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